Dizer o que conta. Assumir o que importa.

Espelhos e Vozes

Explora como a identidade se constrói entre espelhos, olhares e narrativas. Este ensaio revela porque o “eu” não é fixo, mas um processo em constante transformação, moldado pelos outros e pelas mediações que nos definem.

Ler mais >

O Duplo Eixo da Condição Humana

Entre Kannon e Amaterasu, duas figuras centrais da espiritualidade japonesa, emerge uma lição ética surpreendente: cuidar do sofrimento humano e preservar a vida coletiva não são escolhas rivais. Este ensaio mostra como budismo e xintoísmo oferecem um modelo complementar para pensar a condição humana.

Ler mais >

Fascismo do Fim do Mundo

Num mundo marcado pelo Antropoceno e pela crise climática, a política deixa de distribuir crescimento e passa a gerir escassez. Este ensaio explora como tecnologia, infraestruturas e poder geopolítico podem conduzir a uma nova forma de governação baseada na vigilância, na desigualdade climática e na disputa pelo controlo do futuro planetário.

Ler mais >

A Ilusão da Superioridade

A ilusão da superioridade humana moldou séculos de cultura, religião e ciência. Mas estará essa narrativa a conduzir-nos ao colapso ecológico? A partir de Istambul, este ensaio questiona o antropocentrismo e propõe uma ética urgente de coexistência entre espécies.

Ler mais >

Quatro Gramáticas do Humano

Quatro tradições, quatro “gramáticas do sentido”, uma pergunta comum: o que significa viver bem? Este ensaio compara catolicismo, republicanismo, maçonaria e budismo, revelando como dignidade, liberdade e bem comum se traduzem entre transcendência, razão, símbolo e experiência.

Ler mais >

Justiça Penal Internacional

A justiça penal internacional nasceu em Nuremberga como promessa de responsabilização universal. Mas entre avanço civilizacional e seletividade política, permanece uma tensão incómoda: pode o direito julgar os poderosos sem se subordinar ao poder? Este ensaio analisa as suas contradições estruturais.

Ler mais >

Representação gráfica de debate político democrático focado no confronto de ideias e responsabilidade institucional.

Democracia, Confronto e Responsabilidade - Como combater o populismo

O populismo não é um corpo estranho à democracia, mas um fenómeno que emerge das suas falhas, das suas promessas incumpridas e da distância crescente entre instituições e cidadãos. Não se combate com menos democracia, mas com mais confronto substantivo, mais explicação e mais escuta.

Ler mais >

Rui Amaral

Nasceu em Vila Nova de Foz Côa, em 1943. Viveu em Macau até aos 20 anos, experiência que marcou de forma duradoura o seu percurso pessoal e intelectual. Após uma breve passagem por Moçambique, regressou a Portugal em 1964.
Licenciado em Gestão, desenvolveu a sua carreira profissional em empresas multinacionais e no sector bancário, onde desempenhou cargos de administração.
Assume-se como maçon, vendo nessa tradição uma matriz ética e espiritual que orienta os seus interesses centrais: a cidadania, a reflexão política e a dimensão ética da vida pública.

 

MANIFESTO EDITORIAL

Dizer o que conta. Assumir o que importa com discernimento e responsabilidade.
Num espaço público saturado de ruído, opiniões instantâneas e polémicas descartáveis, «Dar a cara» implica critério, hierarquia e recusa do acessório.
 
«Assumir o que importa» acrescenta a dimensão ética da intervenção: não basta comentar, é preciso tomar posição, aceitar as consequências do que se escreve e reconhecer que a palavra pública envolve compromisso.

Notificar - Email